CONFUSÃO NO PSD

2010-01-19

Parece estar instalada a confusão nos meios sociais-democratas ourienses, num verdadeiro labirinto do diz que disse, quem vai a quê, quem exerce realmente funções estatutárias e finalmente, se haver à ida às urnas, ou não e se houver, em que termos, condições e com que legalidade.

Tudo parece correr mal para os lados desta ?grande potência? eleitoral do município de Ourém, que depois de batida por KO nas urnas, nunca mais recuperou do desaire, antes entrou numa lógica de debandada e fragilização, apenas mascarada pela coragem assumida pelos eleitos nos órgãos autárquicos. Mas, parece pouco, muito pouco nas palavras dos críticos do ainda poder constituído ao nível da Comissão Política concelhia.

A reunião magna realizada após o acto eleitoral de Outubro e a que fizemos referência na altura, acabaria por deixar marcas bem vincadas nas posições assumidas no auditório do Centro de Negócios de Ourém, onde a assembleia geral de militantes foi tudo menos calma e consensual. Mas, os estragos decorrem precisamente desse momento mais quente da vida partidária, com o Presidente da Mesa a deixar a ameaça da demissão, que ninguém sabe se foi formalizada, ou não, se prevalece para os efeitos legais a afirmação de tal posição quando reduzida a escrito na respectiva acta, ou se não terá passado de uma intenção não concretizada.

Seja como for e com mais um ano de mandato para cumprir, é verdade que Vítor Frazão já manifestou vontade de abandonar a liderança o que abriria caminho para a constituição de uma nova Comissão Política do PSD/Ourém, num acto que teria contornos de antecipação, mas sabendo-se que entre os actuais dirigentes uns estão em funções e outros não, não se sabe a quem competirá organizar o acto eleitoral, ou tão pouco se ele irá ter lugar. Fontes bem informadas da vida partidária laranja não escondem, contudo, o profundo desnorte que se vive neste momento na estrutura dirigente do PSD, afinal na linha da indefinição vivida na máquina nacional do partido.

De força omnipresente e omnipotente no universo político ouriense, o PSD estará a passar por um dos seus momentos mais gravosos, não sendo de deixar passar em claro o posicionamento discreto assumido pelo ex-vereador João Moura, num low-profile muito pouco consentâneo com a sua habitual forma de estar na política e no partido, de notar o desejo e disponibilidade manifestados por Orlando Cavaco, posteriormente desmontados pelo próprio, numa reverente desistência em favor de Natálio Reis que já se apresentou como candidato à liderança do PSD/Ourém.

Conhecem-se, os custos a que uma reconstrução quase total irá obrigar. O que é inequívoco também, é que sem a demissão dos actuais órgãos, não há eleições para ninguém.

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