LONGE DA VISTA

2010-01-19

Ao Presidente Paulo Fonseca caberá, para além dos actos normais de gestão de um município, traçar rumos, definir ou cumprir políticas, mas também o exercício de uma verdadeira e eficaz magistratura de influência, ou não contasse no seu currículo com uma larga experiência politico-partidária, que se estendeu da esfera parlamentar à representação regional do próprio governo da Nação.
Município periférico, é município na corda-bamba em muitas decisões e definições governativas e administrativas, sinal de que todo o cuidado é pouco o que, por maioria de razão, ameaça que não será de todo pacífico, algo que se possa vir a perder, em benefício de outros concelhos, nomeadamente em nome de uma solidariedade política que, nem discutível seria, quanto mais aceitável.
É isso que poderá alimentar a esperança de que cartazes anunciando obra pública, não são cinema, nem que se extingam, transfiram ou mascarem, serviços e competências, a coberto do facto de ficarmos para cá da Serra de Aire. Logo, visto de lá, em sítio nenhum.

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